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GeekFolk recomenda: Mentes Sombrias – nossa avaliação

by Marina
Franquias para adolescentes aparentemente são garantia de sucesso, e Mentes Sombrias tenta pegar carona nesta onda. Basta lembrar de Jogos Vorazes, que faturou alto nas bilheterias do mundo todo

Franquias para adolescentes aparentemente são garantia de sucesso, e Mentes Sombrias tenta pegar carona nesta onda. Basta lembrar de Jogos Vorazes, que faturou alto nas bilheterias do mundo todo.

Por outro lado, existem exemplos como Divergente, que é tão ruim que seu último capítulo foi direto para o home vídeo.

Como se pode notar, o aparentemente no começo do texto não foi colocado à toa.

Daí chegamos a esse Mentes Sombrias, que aposta nesse nicho que, agora, se sabe estar saturado. Ninguém aguenta mais assistir a jovens tentando se virar em um futuro apocalíptico ou coisas do gênero, nem mesmo os jovens para o qual esse tipo de produção é destinado.

Entretanto, há algumas coisas boas nesse longa, mas dificilmente ele terá uma continuação justamente por ser tão genérico em seus temas e tão cafona em seu desenvolvimento.

X-Men para adolescentes

Imagine pegar a história dos X-Men, os dramas adolescentes e um futuro onde tudo deu errado e jogar numa batedeira, levar ao forno em fogo médio por 45 minutos e deixar assar.

O resultado disso é esse bolo que é Mente Sombrias, uma mistura que parece ligar nada a lugar nenhum e não tem qualquer senso de direção em sua história.

Na realidade até teria, se o roteirista Chad Hodge tivesse um foco para a sua narrativa.

A história dos livros escritos por Alexandra Bracken é um tanto confusa por si só: no futuro, 98% das crianças morreram por conta de uma doença, e os 2% que sobraram desenvolveram poderes, e vivem isoladas em um campo de concentração pelo governo.

É daí que sai a principal premissa: alguns deles, com talentos diferentes, se juntam para derrubar esse isolamento e lutar contra o governo que os oprime.

Hodge, o roteirista, consegue a proeza de dar personalidade a esses adolescentes, mas nenhuma direção para que eles possam seguir.

Ficou confuso, parecem ter sido jogado ali de qualquer jeito, sem um rumo – nem mesmo a missão deles fica muito clara.

Poucas coisas se salvam

A diretora Jennifer Yuh Nelson, que tem experiência com animação tendo dirigido Kung Fu Panda 2 e 3, faz aqui o seu debut em live action e faz o possível com o material que recebe.

Há cenas em que ela demonstra bastante talento, principalmente as que envolvem ação; entretanto, com um roteiro confuso desses, ela também se perde na hora de direcionar seus atores, resultando em um produto um tanto quanto brega.

As atuações estão interessantes, também fazendo o possível para dar alguma profundidade a personagens que são, em sua essência, rasos.

Amandla Stenberg, a atriz principal, demonstra ter futuro na profissão. Ela consegue passar a tristeza de sua jornada, ao mesmo tempo em que capricha nas cenas em que se exige dela a disposição para cenas de ação.

Já os outros, como a já veterana Mandy Moore estão bem colocados, mas isso se deve mais aos seus talentos individuais do que para o filme em si.

Resumindo: nem mesmo o público-alvo desse tipo de filme pode apreciá-lo, pois como já mencionamos, esse sub-gênero já está ultrapassado.

Os anos de glória com Jogos Vorazes ficaram para a história, mas estão no passado. Insistir no mesmo tema, reciclando tudo e mudando algumas partes da história, é um desperdício de dinheiro dos estúdios e de tempo – no caso, o nosso.

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