Um dos grandes baratos dos filmes musicais como este Mamma Mia – Lá Vamos Nós de Novo é que, na maioria das vezes, saímos cantando alegremente as suas canções.

Claro que há exceções – é impossível ficar feliz com Os Miseráveis, por exemplo, quando este é um épico de três horas que só traz dor e sofrimento.

Entretanto, boa parte dos longas desse gênero tem a capacidade de nos elevar, nos deixar felizes, ainda mais por conta de suas canções contagiantes.

E aqui todo esse argumento é reforçado. As músicas do conjunto ABBA, grande sucesso dos anos 70 em pleno auge da discoteca, são atemporais.

Não existe ser humano que não conheça pelo menos uma delas; qualquer uma do repertório do quarteto é tão bem construída para grudar na mente que são reconhecidas como os melhores exemplos de canções pop, até os dias de hoje.

Dito tudo isso, é bom frisar que essa continuação do enorme sucesso de 2008 consegue manter a tradição de seu antecessor, e fazer jus ao nome e as canções que carrega.

Ao brincar com a linha temporal, contando duas histórias que no fim são uma só, traz atuações irrepreensíveis e que combinam perfeitamente com o cenário majestoso da Grécia.

Mamma Mia, que filme multicolorido!

Visualmente, Mamma Mia 2 é um deleite visual. A fotografia lindíssima de Robert D. Yeoman brilha o sol grego e reflete o mar azul com perfeição.

Dá até vontade de viajar para lá só para apreciar a paisagem. Todas as cores são fortes: não existe uma cor menos viva, todas elas aparecem em todo o esplendor.

Algumas pessoas podem reclamar disso, achando que o filme parece multicolorido demais.

E é verdade: o filme é isso mesmo, mas o faz com tanto acerto que não parece, em momento nenhum, exagerado.

Tudo isso muito bem orquestrado por Ol Parker em seu terceiro longa como diretor. Antes, ele havia roteirizado filmes tão díspares como O Exótico Hotel Marigold e Agora e Para Sempre, que ele também dirigiu. E nem parece que ele ainda é tão, digamos, inexperiente.

Seu comando sobre as imagens e sobre os enquadramentos em Mamma Mia 2 são dignos de um diretor experiente, ainda mais nas cenas de cantoria, onde é preciso ter traquejo para não perder a mão.

Felizmente, ele acerta em todos os momentos, garantindo a diversão.

Um elenco fenomenal

É raro reunir um elenco tão bom debaixo de um mesmo roteiro. Juntar Meryl Streep, Amanda Seyfried, Colin Firth, Julie Walters, Christine Barankski, Pierce Brosnan, Andy Garcia e tantos outros para cantar em frente às câmeras é um feito e tanto.

E nesse quesito ninguém faz feio: todos são cantores competentes e que sabem muito bem medir suas vozes para caber nas melodias do ABBA.

Só que o grande destaque do filme fica mesmo para Cher. Depois de anos sem atuar (a última aparição foi no horrível Burlesque) finalmente ela encontra um projeto à altura de seu talento, suficiente para ela sair da semi-aposentadoria e soltar a voz em uma versão matadora de Super Trooper, um clássico incontestável do ABBA.

Juntando com seu carisma e talento como atriz vencedora de Oscar, ela rouba todas as cenas em que aparece, principalmente aquelas em que está com Andy Garcia, o seu par perfeito.

Mamma Mia – Lá Vamos Nós de Novo vale a ida ao cinema, não importa qual seja seu credo, orientação sexual ou qualquer coisa do tipo.

As canções do quarteto suíço são encantadoras e ultrapassam qualquer rótulo.

Quando vêm embaladas por um filme tão redondo e com atuações tão acertadas, curtir as músicas fica ainda mais fácil.

1 comentário

  1. Recomendaram-me este filme e realmente é muito interessante. Mamma Mia se tornou no meu filme preferido. Sua historia é muito fácil de entender e os atores podem transmitir todas as suas emoções. O elenco tambén foi excelente, adorei a participação de Andy Garcia, ele é um ótimo ator. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Suas expressões faciais, movimentos, a maneira como chora, ri, ama, tudo parece puramente genuíno. O vi recém em Tempestade, foi maravilhoso. É um dos melhores filmes de suspense é sensacional! Eu gostei a história por que além das cenas cheias de ação extrema e efeitos especiais, realmente teve um roteiro decente, elemento que nem todos os filmes deste gênero tem.

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