Marvel não cansa de surpreender e com Homem Formiga e a Vespa temos uma comédia de ação como poucas lançadas nos últimos tempos.

E isso enquanto ainda estamos nos recuperando do baque emocional que foi Guerra Infinita.

Ainda vai demorar um tempo para que possamos nos recobrar do baque, mas ver um filme leve e divertido como este ajuda bastante.

Isso porque muita gente ainda achava que a saga do Homem-Formiga no cinema nem iria ter alguma continuação.

O primeiro filme fez pouco barulho, para os padrões da Marvel, e todos acreditavam que seu estilo de comédia meio escrachado não combinava com os temas cada vez mais sombrios da Casa das Ideias.

Quem apostou nisso, errou feio. A segunda aventura do herói mais non-sense da Marvel conseguiu superar seu debut.

Homem Formiga e a Vespa: Humor na medida certa

Há sempre uma desconfiança de filmes de ação que se misturam com comédia.

Dwayne The Rock Johnson que o diga.

Mas isso parte principalmente da crítica: em geral, os longas fazem bastante sucesso na sua passagem pelos cinemas.

No caso de Homem-Formiga e a Vespa, no entanto, a coisa é um pouco diferente.

Por conta do estúdio onde o filme foi desenvolvido, o que se espera é muito acima da média para as outras produções.

E, ainda bem! O diretor Peyton Reed acertou na mosca (sem trocadilhos) no tom da comédia neste longa.

Se no primeiro filme – que ele também dirigiu – por mais que tenha sido ótimo, algumas pessoas reclamaram que havia uma certa falta de ritmo, isso não acontece aqui: o timing é praticamente perfeito, até mesmo de atores nem sempre acostumados com esse gênero cinematográfico, como Michael Douglas por exemplo.

Até mesmo ele, sisudo, soa divertido sem forçar a barra.

Mas é claro que a alma do filme está no personagem e no carisma de Paul Rudd.

Ele parece ter se encontrado na interpretação de Scott Lang, tanto que parece começar a se fundir com sua persona.

A última vez que isso ocorreu foi com Robert Downey Jr não se dissociando mais de Tony Stark, pois provavelmente será reconhecido por esse papel pelo resto da vida.

Se Rudd continuar nesse caminho, terá o mesmo destino.

E uma menção honrosa para Michael Peña, coadjuvante que rouba a cena toda vez que aparece.

Onde o filme se encaixa na mitologia Marvel?

Entretanto, fica evidente o domínio feminino neste filme.

Evangeline Lilly está perfeita como Hope, com absurda segurança para quem está entrando agora – e de cabeça – no universo compartilhado da Marvel.

Da mesma forma pode se dizer que a veterana Michelle Pfeiffer também acerta o tom de sua Janet Van Dyne, com a mesma dignidade e solidez que Michael Douglas empresta a seu Hank Pym.

De tudo isso, o que chama realmente a atenção é a provável ligação deste longa com o próximo Vingadores, ou seja, Vingadores 4, que ainda não tem nome e que estreia em 2019.

Há grandes chances, de acordo com algumas dicas que o filme dá, de que a resposta a grande questão deixada pelo final de Guerra Infinita esteja dentro do Reino Quântico, que faz parte da mitologia do Homem-Formiga.

Resta esperar. Há indícios de que até a Capitã Marvel esteja envolvida nesse processo e nesse sentido “Homem-Formiga e a Vespa” não entrega nada diretamente.

E nem precisaria: como uma obra cinematográfica dissociada do MCU, o filme funcionaria perfeitamente por conta do seu equilíbrio entre comédia e ação.

Esse é o grande mérito da produção, além, claro, de dar relevância a um personagem esquecido como o Homem-Formiga e transformá-lo em uma peça-chave em um esquema muito, mas muito maior.

E o que você achou do filme? Comente aqui.

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