Quando o mundo está cada vez mais imerso no cinismo, ele precisa de fábulas.
São nos contos fantásticos que, muitas vezes, encontramos as alegorias necessárias para entendermos um pouco mais quem nós somos, ou quem não devemos ser.
Soa um tanto moralista, é verdade, mas, a depender da intenção dos seus realizadores, as fábulas apenas expressam a necessidade de observarmos as coisas mais simples e singelas, que estão ao nosso alcance.
Doze anos depois de sua fantásticas alegoria sobre a guerra e as relações familiares, o cineasta mexicano Guillermo Del Toro volta o seu olhar para a questão fundamental da comunicação como forma de aplacar a solidão.