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Slender Man – Pesadelo sem Rosto – Avaliação

by Marina
Slender Man – Pesadelo sem Rosto - Avaliação

Há um problema sério com Slender Man – Pesadelo Sem Rosto e não tem nada a ver com a sua história.

O personagem principal deste longa é, provavelmente, o mais conhecido conto de terror das incontáveis “creepypastas” que existem desde que a internet é a internet.

É impossível que alguém não tenha se deparado, em algum momento, com alguma história sobre o homem sem rosto e de braços muito largos, pronto para acabar com a vida de quem cruza seu caminho.

Portanto, seria lógico pensar que essa adaptação seria excelente, e um sucesso. Pois não é uma coisa nem outra: o filme é ruim, não dá medo e desperdiça um enorme potencial.

Slender Man – um terror que não assusta?

É claro, ninguém pede por um filme que abuse dos “jump scares”, ou seja, aquela mania a lá Jogos Mortais de dar um susto sem sentido a cada metro de película.

Também não precisa ser um horror psicológico à moda de O Iluminado, o grande clássico do gênero dirigido pelo igualmente grande Stanley Kubrick.

Entretanto, poderiam ter dado um tratamento melhor a Slender Man – Pesadelo Sem Rosto, sem precisar apelar a clichês do gênero e pouquíssimos momentos de real suspense.

Qualquer pessoa que tenha assistido ao filme é capaz de contar nos dedos quantas vezes ficou realmente com medo nesse longa.

É possível que muitas saiam contando com os dedos de uma mão.

É de se lamentar que tenham adaptado esse personagem que deu tanto medo em adolescentes e adultos desde o começo dessa década, quando a lenda começou a se espalhar.

O material era farto e dava para trabalhar com muito mais diligência, mas nada disso pode ser visto nesse longa: talvez seu único ponto forte seja seu elenco, e olhe lá.

Se nada se salva em Slender Man, então qual é a graça de assisti-lo? Pois é: nenhuma.

Desperdício de tempo

Essa resenha só está sendo escrita para ser um aviso para você, leitor, que a encontre em alguma pesquisa ou visitando o nosso site e tenha essa vontade masoquista de ver um filme ruim.

Mas ruim mesmo. Tudo que poderia ser aproveitado em Slender Man é totalmente desperdiçado, sendo de fato um terror bem vagabundo que ninguém, em sã consciência, daria um real para ver nos cinemas.

Mas é de se acreditar que ainda existam pessoas que gostam desse tipo de filme (paciência, há de tê-la…) e portanto é preciso analisar seus aspectos técnicos.

Com algum esforço é possível ver algum mérito na fotografia de Luca del Puppo, que abusa dos tons azulados para dar uma impressão mais claustrofóbica às cenas – mas nem sempre consegue.

De resto, a direção de arte é bem ok, mas nada que seja impressionante ou digna de alguma citação.

Impressionante mesmo é o fato do roteirista de Slender Man ser o mesmo cara que escreveu Elle, este sim um filmaço que deu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz para a fabulosa Isabelle Huppert. David Birke – este é o nome do sujeito – deve ter gasto todo o seu arsenal de criatividade no filme de Paul Verhoeven, deixando apenas os clichês sujos para gastar em Slender Man.

De qualquer forma, fica o aviso: se quer mesmo ver um filme assustador sobre Slender Man, assista ao documentário de 2016 chamado Cuidado com o Slender Man, que conta a história de como esse personagem viral da internet quase acabou em uma tragédia real nos Estados Unidos. Isso sim é de gelar a espinha.

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